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Implementação da cultura de segurança por meio de ferramenta de abordagem comportamental

imagem pessoa segurando o capacete
03 de June de 2022

A segurança comportamental é um conjunto de medidas técnicas, administrativas, educacionais e planejamento, com foco no comportamento dos colaboradores, a fim de prevenir acidentes pela instrução ou convencimento das pessoas para a implantação de práticas preventivas.

Naturalmente, essa abordagem comportamental está devidamente aliada a ações práticas para a eliminação de condições inseguras no ambiente de trabalho, bem como o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

Todo acidente possui uma causa, nenhum acidente acontece por acaso.”

Herbert William Heinrich, 1931

Em 1969, baseado na teoria de Heinrich, Frank Bird Jr, engenheiro e gestor de programas de saúde e segurança do trabalho, estudou como mensurar e qualificar os riscos laborais, e a partir disso, desenvolveu a Pirâmide de Bird.

A Pirâmide estima que para cada acidente grave, existem 10 acidentes menores, 30 acidentes com danos materiais e 600 incidentes ou quase-acidentes. Essas ocorrências em maior volume devem receber maior atenção, com ações preventivas, uma vez que dedicar esforços a correção de desvios tem melhores resultados na redução e prevenção de acidentes.

Pirâmide de Bird
Imagem: Instagram / @alcionealvesst

Gestão Comportamental

Fazer a gestão comportamental dos colaboradores pode ser um desafio para muitas empresas, especialmente para aquelas que estão no período inicial do processo de cultura da segurança.

Anteriormente, falamos aqui sobre a Curva de Bradley da DuPont®, uma metodologia que mostra a importância de se construir uma cultura de segurança forte e sustentável, para que, com maturidade, as taxas de lesões fiquem próximas a zero, uma vez que as pessoas se sentem envolvidas e capacitadas a agir em conformidade, se apoiando e se desafiando. 

O desenvolvimento do cuidado ativo é uma construção de cultura essencial à prevenção e considera o seguinte tripé:

  • Cuidar de si mesmo: cumprindo as normas e procedimentos definidos pela empresa e dando o exemplo de comportamento seguro.
  • Cuidar dos colegas: intervindo caso perceba alguma situação que possa oferecer risco de acidente.
  • Aceitar o cuidado dos colegas: sendo humilde e consciente para aceitar orientações de outros que queiram garantir a segurança.

Existe um ciclo comum no comportamento do indivíduo quando há um erro humano e ele é aconselhado, disciplinado ou punido. A confiança pode ser reduzida, gerando perda na comunicação. A gerência passa a ser menos informada das condições do ambiente de trabalho e no momento de uma inspeção, param uma tarefa, mudam de posição, ajustam um EPI, sem entender o Técnico de Segurança do Trabalho como um aliado, mas como um delator. Com isso, as fraquezas organizacionais persistem, desencadeando novos erros no processo.

A segurança comportamental como parte de um processo

A abordagem comportamental não pode ser punitiva, o intuito dela é orientar e prevenir. Essa gestão precisa fazer parte de um processo, para que a cultura se fortaleça. O uso de uma ferramenta que olhe os comportamentos dos profissionais e notifique ações pode ser um caminho.

O módulo de Abordagem Comportamental do SICLOPE é bastante indicado para empresas que estão iniciando na cultura de segurança e buscam recursos para incrementar melhorias na gestão do comportamento do colaborador.

Ele permite cadastrar o check de verificação comportamental da empresa e de sua equipe. Ao cadastrar os levantamentos diários de comportamento, o SICLOPE os traduz imediatamente em indicadores, subsidiando a gestão para tomada de decisão com relação à prevenção ou proteção de saúde, segurança e meio ambiente. O objetivo é otimizar ao máximo o processo de identificação de pontos críticos que precisam de atenção emergencial e ganhar eficiência para lidar diretamente com os problemas encontrados.

Quando um Técnico de Segurança faz a inspeção e identifica um desvio, há uma série de perguntas a serem respondidas que irão estimular sua percepção acerca daquela situação. O relato de desvio pode também ser feito via aplicativo de celular, por um gestor, por exemplo. As indicações a serem preenchidas incluem:

  • Funcionário (próprio ou terceiro)
  • Departamento
  • Data da inspeção
  • Unidade
  • Turno
  • Responsável que identificou ocorrência
  • Responsável pela ação de correção
  • Riscos observados (mudando de posição, ajustando o EPI, parando a tarefa, limpado o ambiente, risco de queda, risco de ficar preso, risco de queimadura, adequando a tarefa)
  • EPI (cabeça, sistema respiratório, ouvido, olhos e rosto, mãos e braços, tronco, pés e pernas)

Uma ocorrência apontada terá que gerar uma ação, como um treinamento, uma reciclagem, ou mesmo uma interrupção da atividade para receber a correção. Esses detalhes são apontados no sistema, dando uma visualização geral de onde estão os principais gargalos, o que foi realizado, entre outros recursos que podem ser personalizados. Há, inclusive, um módulo específico – chamado de Comportamento Seguro – para empresas que já possuem uma cultura de segurança implementada e que precisam acompanhar as ações da liderança, dentro das especificidades da metodologia da DuPont.

Caminhar sobre um terreno acidentado é uma coisa, saber que se está fazendo isso é outra coisa.”

Burrhs Frederic Skinner

O acidente de trabalho é a expressão da qualidade da relação do indivíduo com o meio social que o cerca, com os companheiros de trabalho e com a organização.

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