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Como a Curva de Bradley da DuPont® pode ajudar a melhorar o desempenho de segurança na empresa

Photo Capacete by Ümit Yıldırım on Unsplash
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27 de October de 2021

Os acidentes e incidentes no trabalho não devem ser tolerados como se fossem obras do acaso e impossíveis de serem previstos e prevenidos. Desde 1999, dados vêm sendo coletados na Pesquisa de Percepção de Segurança da Soluções Sustentáveis DuPont para mostrar, por meio  da Curva de Bradley, que uma cultura de segurança bem-sucedida capacita as  pessoas ao mesmo tempo que  melhora a qualidade, produtividade e os lucros da empresa.

Baseada nessa Pesquisa de Percepção, que capturou percepções e dados em 45 países, em mais de 100 mil locais e com mais de 2 milhões de respostas, foi possível medir e monitorar os principais indicadores de segurança, analisar potencial de risco e reavaliar o desempenho anualmente. 

A Curva de Bradley da DuPont® é uma metodologia que mostra a importância de se construir uma cultura de segurança forte e sustentável. Em outras palavras, quando há maturidade e o processo é sustentável, as taxas de lesões são próximas de zero. Isso porque as pessoas se sentem envolvidas e capacitadas a agir em conformidade, se apoiando e se desafiando. Além disso, as decisões são tomadas no nível apropriado e os colaboradores seguem de acordo com essas decisões.

Para entender melhor a metodologia da Curva de Bradley e a importância da maturidade da cultura de segurança, quatro estágios são identificados:


1 – Reativo (instintos naturais): as pessoas não assumem responsabilidades. Elas acreditam que a segurança é mais uma questão de sorte do que de gestão e que incidentes acontecerão. Muitas organizações estão imobilizadas neste estágio.

2 – Dependente (supervisão): as pessoas veem a segurança como uma questão de seguir as regras que foram elaboradas por alguém. As taxas de incidentes diminuem, porém, a administração acredita que a segurança poderia ser gerenciada se as pessoas seguissem as regras.

3 – Independente (indivíduo): os indivíduos assumem a responsabilidade por si próprios. As pessoas acreditam que a segurança é pessoal e que podem fazer a diferença com suas próprias ações. Isso reduz ainda mais os incidentes.

4 – Interdependente (coletivo): as equipes se sentem responsáveis ​​pela segurança e assumem a responsabilidade por si mesmas e pelos outros. As pessoas não aceitam padrões baixos e riscos, elas conversam ativamente com outros colaboradores para entender seu ponto de vista e acreditam que a verdadeira melhoria pode ser alcançada apenas como um grupo e que  podem reduzir as taxas de lesões próximas de zero. Este é o estágio em que se alcança a maturidade da cultura de segurança.

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Quanto maior a cultura de segurança, maior o envolvimento de todos os níveis hierárquicos para a redução dos incidentes de trabalho, com a apropriação da responsabilidade por si e por todos de evitar ou corrigir quaisquer desvios ou possibilidades de lesões e assim estabelecer uma cultura de segurança fortalecida.

A melhoria da segurança trará benefícios não somente para o indivíduo afetado, mas também para toda a cadeia produtiva, como:

  • Aumento da lucratividade;
  • Funcionários tornam-se, de forma natural, mais emocional e fisicamente envolvidos em seu trabalho;
  • Diminuição da rotatividade da força de trabalho, enquanto a produtividade e a qualidade aumentam;
  • Economia de custos diretos e indiretos;
  • Valorização da liderança;
  • Controle de produção e confiabilidade;
  • Estabilidade na segurança, ou seja, não muda com o novo líder ou com um novo ciclo de negócio.

Importante salientar que, além dos benefícios apresentados, temos os custos com esses eventos adversos, muitas vezes, não são profundamente dominados e há conhecimento apenas de uma ponta do iceberg, que são os custos diretos ligados as lesões:

  • Custos médicos
  • Indenização salarial
  • Taxas de administração de reclamações

Entretanto, os custos indiretos podem ser cinco vezes maiores que os diretos. São custos adicionais como:

  • Equipamentos, veículos e mercadorias danificados
  • Perda de produção e de qualidade 
  • Interrupção do processo e perdas de rendimento
  • Substituição de mão de obra e adicional de horas extras
  • Danos às relações com o cliente e à imagem pública
  • Aumento significativo no valor do imposto
  • Litígio

E a metodologia da DuPont, com base na Curva de Bradley, utilizada em diversos países do mundo desde 1995, demonstra que o número de lesões é maior quando o indivíduo tem um comportamento reativo e a segurança é tratada mais como uma questão de sorte do que de gestão.

Por fim, a proposta é construir uma cultura interdependente, na qual as equipes de colaboradores sentem-se donos da segurança e assumem responsabilidades para si mesmos e para os outros. Para isso, é preciso ter a consciência de que o verdadeiro aprimoramento só pode ser alcançado como grupo e saber agir conforme necessário para trabalhar com segurança. Isso construirá uma cultura de segurança fortalecida e, assim, reduzirá previsivelmente os incidentes e as lesões da força de trabalho, além de aprimorar a produtividade, a qualidade e os lucros.

Fonte: DuPont Sustainable Solutions