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ESG na Mineração: transformando riscos em oportunidades

30/06/2023

O setor de mineração é de extrema relevância para o Brasil e isso ninguém pode negar. Ele é responsável por 4% do PIB nacional, além de contribuir com mais de 200 mil empregos diretos e 800 mil indiretos. Só em 2022, o setor superou a produção de 1 bilhão de toneladas e faturou R$ 250 bilhões de reais. Além disso, o setor tem previsão de receber mais R$ 264 bilhões em investimentos até 2026.

Por outro lado, as empresas do setor enxergam o ESG como a maior preocupação do seu segmento na atualidade. Isso acontece devido aos aspectos ESG (Environmental, Social and Governance – ambiental, social e governança) se aplicarem por sua característica de atividade primária, fazendo parte, portanto, da cadeia de fornecimento da maioria dos produtos consumidos. Por esse motivo, ela tem recebido crescente pressão social, especialmente de investidores, para sua descarbonização e conformidade com outras metas globais de sustentabilidade. Essa temática está cada vez mais em pauta, pois recentemente o relatório elaborado pelas entidades Observatório da Mineração e Sinal de Fumaça, concluiu que o Brasil não conseguirá cumprir os compromissos assumidos da agenda climática sem a revisão da política mineral

Segundo esse artigo publicado no Diário do Comércio, os impactos da mudança climática, como enchentes, crises no sistema elétrico e falta de água potável, acrescidos de falhas na governança corporativa comprometem a segurança socioambiental, trazendo consequências para os custos dessas empresas e podendo inviabilizar sua licença social para operar.

Já esse outro artigo, publicado na Money Times, diz que o risco da operação do segmento no contexto ESG é muito alto para ser ignorado. O resultado, de acordo com o artigo, é que portfólios destinados a defender os princípios ESG podem acabar expostos a abusos dos direitos humanos e danos ambientais por meio das cadeias de suprimentos. O texto reforça que existem algumas empresas com boas práticas, mas isso não é representativo de todo o setor.

E onde está a oportunidade?

O ESG surgiu a partir de filosofias de investimento relacionadas à sustentabilidade e, posteriormente, investimento socialmente responsável. Tendo como uma das principais bases do ESG a transparência, precisamos trabalhar em um planejamento estratégico onde possamos ter controles claros dos principais indicadores ligados aos 3 principais pilares: sustentabilidade, social e de governança. O primeiro passo é não apenas mapear, mas passar a ter um controle mais efetivo dos processos que impactam nesses indicadores, divulgando para todas as partes interessadas a performance deles com o passar do tempo.

Tendo tudo isso como contexto, como poderíamos colocar algo em prática?

Bem, enquanto todos estão olhando para os indicadores ESG na mineração sob o ponto de vista de sustentabilidade, talvez valha a pena trazer também para a pauta e dar transparência e performance os indicadores de outra área: a da segurança do trabalho.

Como assim? Segurança do Trabalho também é ESG?

Sim! O item 8 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que compõe a Agenda 2030, discute a temática de Trabalho decente e crescimento econômico. Mais precisamente, o item 8.8 diz o seguinte: “Proteger os direitos trabalhistas e promover ambientes de trabalho seguros e protegidos para todos os trabalhadores […]”. Sendo assim, projetos e investimentos com indicadores claros nesse sentido estão alinhados com os ODS e podem ser considerados e classificados como ESG, tendo acesso à benefícios e linhas de investimentos específicas. Inclusive, nesse link aqui, é possível ver de forma clara que alguns dos indicadores são as taxas de frequência de lesões ocupacionais fatais e não fatais, por sexo e situação de migração. Você já tem essas medições controladas em tempo real?

Aproveitando o momento

Oportunidades são cíclicas, elas vem e voltam o tempo todo, ora para um setor, ora para outro. No início desse artigo foi dito é reconhecido que muitas empresas que já entenderam esses desafios e estão desenvolvendo um excelente trabalho com esse ponto de vista. Dentre elas, citamos aqui algumas como a NEXA Resources, AngloGold, Largo Resources, J. Mendes, Equinox Gold, Taboca, Geopar, Geosol, Centaurus Metals e Bauminas.  

Você sabe o que todas elas tem em comum? Todas utilizam o SICLOPE para fazer a gestão das rotinas de segurança do trabalho e sustentabilidade, monitorando e controlando os indicadores-chaves dessas áreas e cumprindo os protocolos das ações ESG na organização com performance e transparência.

E na sua empresa? Como está o seu controle e como sua área está contribuindo efetivamente para essa temática? O mundo inteiro está de olho nesse segmento. Quer saber como podemos te ajudar? Clique aqui e marque uma conversa com um especialista.

Nossos Módulos

Instalado de forma modular, o SICLOPE atende as necessidades dos nossos clientes da forma mais otimizada possível. A solução garante informação disponível, conhecimento do problema, velocidade e assertividade para as tomadas de decisões e gestão dos riscos do negócio, com foco no fortalecimento da cultura preventiva e atendimento legal. O resultado é o aumento da qualidade da gestão do tempo, com a consequente melhoria da tomada de decisão.

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