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Mapeamento x Controle em SST – Entendas as diferenças

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Pessoa olhando dashboard no computador
20 de October de 2021

É responsabilidade das empresas, perante seus funcionários, o Ministério do Trabalho e a sociedade, entre outras coisas, promover o bem-estar, a saúde e a segurança de todos os seus funcionários. Da mesma forma, os colaboradores também devem assumir suas responsabilidades quanto ao cumprimento de suas obrigações.

Para isso, normas regulamentadoras foram criadas para regulamentar e fornecer orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e saúde do trabalhador por meio de mapeamento e controle realizados pelos profissionais  responsáveis pela área técnica.

Um dos problemas frequentes quando se trata de processos voltados à Segurança do Trabalho é que, após o mapeamento das necessidades, assim como o levantamento inicial dos pontos críticos, iniciam-se os planos de melhorias, pulando, no entanto, uma das etapas mais importantes desse cenário: o de controle. Não se melhora o que não se controla

Esse é um ponto fundamental de entendimento para se obter resultados reais na área. Esse tema é relevante por conta da criticidade dos impactos dos problemas relacionados à SST, fazendo com que a gestão de ações controladas tenha características específicas e inegociáveis. Por exemplo, se um gestor de redes sociais se esquece de fazer uma publicação no instagram e deixa para resolver o assunto na próxima semana, ninguém morre ou se acidenta por isso, ainda que possa impactar na estratégia da empresa. No entanto, o que poderia acontecer se uma demanda de um vazamento de gás fosse deixada para ser resolvida depois? É disso que estamos falando.

MAPEAR E CONTROLAR SÃO ETAPAS DIFERENTES DE UM PROCESSO TÉCNICO DE SST. O MAPEAMENTO É INEFICAZ  SE NÃO HOUVER CONTROLE.

Mas qual a diferença entre mapeamento e controle?

O mapeamento é o levantamento de todos os desvios encontrados na empresa, geralmente feito por meio de  inspeções dos técnicos responsáveis por SST. Essas não conformidades são registradas em planilhas ou em uma plataforma específica para a coleta e futura análise desses dados.

Em uma etapa seguinte, o controle é o acompanhamento efetivo desses desvios identificados, separados por prioridades, endereçados aos devidos responsáveis e com seus prazos de conclusão muito bem definidos. Se não houver controle, não importa quantas inspeções sejam feitas, o acidente ou incidente de trabalho não será prevenido.  A maioria dos eventos adversos é previsível e prevenível e está relacionada a fatores de riscos presentes. 

Para ajudar a entender se o processo técnico de Saúde e Segurança do Trabalho adotado por uma empresa tem boas chances de ser eficiente, separamos algumas perguntas sobre inspeções, ações em andamento e gestão de ocorrências.

Sobre as inspeções, responda as seguintes perguntas:

  • Quantas inspeções são feitas por mês?
  • Qual o tempo médio gasto para a realização do ciclo completo de uma inspeção?
  • Qual a média de não conformidades encontradas por inspeção? Tem aumentado ou diminuído ao longo do tempo?
  • Quais os problemas mais frequentes encontrados? Tem aumentado ou diminuído? 
  • Quantas ações foram abertas para tratar os problemas encontrados? Qual o status médio delas? Foram todas cumpridas dentro do prazo técnico especificado?
  • Alguma área específica gera mais não conformidades? Qual? Os gestores dessas áreas estão sendo envolvidos no processo de maneira sistêmica? 

Exemplo de perguntas sobre o andamento das ações:

  • As ações abertas são apropriadas para as não conformidades encontradas?
  • Estão sendo feitas análises de eficácias para validar as ações?
  • Qual o total de ações distribuídas para sua equipe?
  • Qual o percentual de atraso na resolução dos problemas?
  • Por que esses atrasos acontecem?
  • As ações estão sendo distribuídas uniformemente? Existe alguém sobrecarregado?
  • Qual unidade/setor/departamento possui o melhor índice de desempenho? Qual possui o pior? O que um pode aprender ou ensinar para o outro?
  • Qual o desempenho médio das ações previstas x realizadas? 
  • Como gestor, você sabe exatamente quantos planos você está liderando? Qual o status deles? 
  • Como executor, você sabe exatamente em quantas ações você está envolvido? Qual o status delas?

Sobre gestão de ocorrência, pense nas seguintes questões:

  • Quantas ocorrências CPT você teve no último ano? E SPT? Tem aumentado ou diminuído com relação aos anos anteriores?
  • Qual a causa raiz mais frequente para as ocorrências CPT?
  • A maioria das ocorrências acontece em qual turno?
  • Quanto tempo de casa, em média, têm as pessoas que se envolveram nas ocorrências do ano vigente?
  • Quais partes do corpo estão sendo mais afetadas?
  • Qual a faixa etária média dos envolvidos nessas ocorrências?
  • Quais os níveis de risco dessas ocorrências por unidade/departamento/setor?
  • Consegue emitir um relatório das ações que estão sendo ou foram tomadas relacionadas às todas as ocorrências cadastradas nos últimos 6 meses? Quais os status de cada uma delas?

São perguntas muito relevantes para entender a qualidade do sistema técnico. A verdade é que se você, gestor ou executor da área de SST, não consegue responder cada uma dessas perguntas em alguns minutos, pode até ter a informação mapeada (em algum lugar), mas está fora de controle. Há o mapeamento, mas não há o controle, ou seja, o risco de acidentes ou incidentes de trabalho permanece o mesmo.

Mas como tornar esse sistema confiável, fazendo o mapeamento e controle dessas não conformidades?

O SICLOPE – Sistema Integrado de Controle de Operações – foi desenvolvido para gerir especificamente processos das áreas de Saúde e Segurança no Trabalho, apoiando, integrando e conectando os times e os gestores operacionais. O diferencial está na metodologia eficiente, ativa em tempo real, que abrange o mapeamento, análise e controle dos processos que impactam nessas áreas.