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Orquestra Feminina Sol das Gerais: a música como ferramenta de transformação social

28/08/2025

Em uma sociedade marcada por desigualdades históricas e múltiplas formas de exclusão, os projetos sociais voltados para a inclusão têm se mostrado instrumentos fundamentais de transformação. Ao oferecerem acesso a direitos básicos — como educação, cultura, esporte e qualificação profissional — essas iniciativas atuam como pontes entre o potencial individual e as oportunidades concretas de desenvolvimento.

Mais do que ações assistencialistas, tratam-se de estratégias estruturantes que resgatam a dignidade, fortalecem vínculos comunitários e ampliam a cidadania. A inclusão, nesse contexto, deixa de ser apenas um ideal abstrato e passa a ser vivida na prática, por meio de ações que enxergam cada pessoa em sua complexidade, valorizando talentos, histórias e possibilidades de futuro.

A música solicita o fazer bem feito, a fazer as coisas bem-feitas. Ela disciplina ao mesmo tempo que diverte e ensina a trabalhar em grupo.”

Vânia Mendes, demonstrando a força transformadora da arte em contextos de vulnerabilidade.

Vania Mendes é uma sonhadora que aprendeu a transformar suas virtudes, talentos, faltas e excessos em força criadora. Fez de sua caminhada um propósito: plantar sementes de amor e esperança em cada história tocada pela dor. Com o coração grato, reconhece o gesto solidário de Geraldo Sales, empresário, e dos parceiros que acreditaram no impossível. Juntos, ergueram uma fábrica de talentos humanos na periferia, que hoje floresce em música e ecoa como presente vivo para a indústria e para a vida.

O que é o Projeto Gente Grande?

O Projeto Gente Grande nasceu do desejo de promover inclusão social através da música, idealizado em 1994 pela psicóloga Vânia Mendes, que também se tornou coordenadora geral, produtora e regente da Orquestra Jovem Sol das Gerais.

Formada por meninas entre 12 e 18 anos oriundas de Betim, Contagem e Belo Horizonte, a orquestra já mobilizou cerca de 75 participantes ativas, enquanto outras estão em processo de aprendizagem — criando uma rede crescente de formação musical e cidadã. Do barroco ao popular regional, seu repertório mistura estilos e atrai públicos diversos, enriquecendo a vivência cultural das jovens e da sociedade.

Por que mulheres?

A escolha pelo sexo feminino foi devido à constatação de que, nas classes menos favorecidas, as mulheres são base de apoio, muitas vezes solitárias, na criação de seus filhos. E é no núcleo familiar que precisamos atuar e melhorar a visão de mundo e oportunidades de escolhas relevantes, como a escolha dos seus parceiros. Isso não invalida os programas de sensibilização masculina, claro!”

Vânia Mendes

Nesse cenário, as aulas de ritmo, teoria musical e técnica instrumental — realizadas em sua sede, dentro das dependências de uma montadora eletroeletrônica — revelam muito mais do que aprendizado. Ali, as alunas descobrem cedo o valor das virtudes, da disciplina e da sensibilidade, em um ambiente onde são vistas com cuidado e respeito. Nesse reflexo, elas também enxergam exemplos de que os sonhos profissionais podem florescer através do estudo. Segundo seus idealizadores, essa vivência ajuda a moldar “mulheres sensíveis e fortes, produtivas e aptas a fazer boas escolhas e a enfrentar o mercado de trabalho com coragem e dignidade.

A Orquestra Feminina Sol das Gerais nasceu há 20 anos como fruto da ousadia de jovens corajosas, que até então jamais haviam tocado um instrumento clássico. De um sonho quase improvável, ergueu-se um projeto que hoje atua em escolas da periferia, hospitais, campanhas de trânsito e ações de segurança do trabalho em empresas. A estreia ao lado de artistas renomados, como Mamour Ba, Maurício Tizumba e Marcos Lobo, foi um marco inesquecível.

O contato com esses artistas trouxe um novo sopro de vida para as meninas. Desde então, passaram a exigir mais de si mesmas como verdadeiras profissionais. Foi um divisor de águas — e a orquestra nunca mais deixou de ser requisitada.”

Vânia Mendes

Esse tipo de aproximação entre cultura, educação e comunidade social encontra eco em iniciativas que unem empresas responsáveis e arte como ferramenta de transformação. Nós, do SICLOPE, encontramos ressonância nesta atuação, pois valorizamos projetos que impactem positivamente a sociedade, como a campanha “Um dia a mais”, a primeira campanha de segurança do trabalho embalada por música e emoção, cujo objetivo é gerar empatia e mobilizar milhares de vidas por meio da arte. A convergência entre essa abordagem corporativa e a proposta do Projeto Gente Grande revela um caminho fértil: a cultura musical como estratégia educativa, social e de empoderamento, complementando o tripé “comunidade–empresa–cultura” que sustenta iniciativas de longo impacto.

Em síntese, o Projeto Gente Grande, capitaneado por Vânia Mendes, simboliza como a música clássica e o aprendizado coletivo podem abrir horizontes para adolescentes em situação de vulnerabilidade. A disciplina, a autoestima, a profissionalização e o pertencimento cultural se entrelaçam em cada ensaio e apresentação. O apoio indireto de empresas socialmente engajadas — como a ERPLAN e o SICLOPE — reforça o potencial multiplicador dessas ações, evidenciando que incluir arte e cultura nos programas sociais é uma das formas mais duradouras de construir dignidade e futuro.

Diversos estudos nas áreas da neurociência, psicologia e educação têm evidenciado os impactos positivos da música clássica no desenvolvimento dos indivíduos nos âmbitos:

  • Cognitivo
  • Emocional
  • Social

A complexidade estrutural das composições clássicas estimula regiões do cérebro relacionadas à memória, atenção, linguagem e raciocínio lógico, favorecendo inclusive o desempenho acadêmico em disciplinas como matemática e leitura. Além disso, a escuta e a prática musical clássica promovem o refinamento da sensibilidade auditiva, da coordenação motora e da capacidade de concentração.

Em contextos educativos, ela cria ambientes de aprendizado mais ricos e integrados, se revelando também uma poderosa ferramenta de:

  • Disciplina
  • Cooperação
  • Expressão emocional

Ao ser acessível a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, a música clássica deixa de ser um símbolo de elitismo cultural e passa a se afirmar como uma linguagem universal de estímulo, pertencimento e transformação social. O Projeto Gente Grande merece reconhecimento por tornar essa linguagem acessível e viva, revelando talentos e ampliando horizontes onde antes havia silêncio.

Apresentação e Histórico de Atuação

A Associação Projeto Gente Grande (PGG) é uma organização dedicada ao desenvolvimento de crianças e adolescentes por meio da música, promovendo oportunidades educativas, sociais e culturais que estimulam o crescimento individual e a inclusão social.

Fundada em 1994, junto à Obra Social Dom Bosco, e oficializada como Associação em 2006, o PGG nasceu para proteger meninas que, na década de 90, vendiam balas nos sinais e dormiam nas ruas. Utilizando a estrutura de empresas próximas, iniciou um trabalho de quebra do ciclo de vulnerabilidade social, empoderando jovens mulheres por meio da arte e da cultura, oferecendo-lhes ferramentas para se tornarem agentes de mudança em suas comunidades.

Em 2007, o projeto se estabeleceu em Betim (MG), no bairro Alterosas, expandindo sua atuação para regiões de grandes desafios socioeconômicos, como Jardim Teresópolis, Vila Cristina, PTB, Guanabara, Cruzeiro, Campos Elísios e Alterosas.

Por meio de seus programas, o PGG oferece:

  • Aulas e oficinas gratuitas de música
  • Workshops e ensaios coletivos
  • Apresentações públicas

Essa jornada musical tem proporcionado às adolescentes formação artística completa, fortalecimento da autoestima e novas perspectivas de vida.

Conquistas e Impactos

Ao longo de quase três décadas, o PGG tem transformado a vida de mais de 1.300 jovens, muitas das quais seguiram carreiras musicais ou ingressaram no ensino superior em áreas como Biomedicina, Engenharia, Direito, Psicologia e Administração.

Entre os destaques:

  • Criação da Orquestra Feminina Sol das Gerais (2006), formada por aprendizes do PGG.
  • Mais de 200 apresentações em escolas públicas, praças e asilos, levando a música orquestral a comunidades simples e promovendo cidadania, cultura e vínculos sociais.

Reconhecimentos e Premiações

O PGG foi amplamente reconhecido por sua inovação e impacto social:

  • 🏆 Prêmio Criatividade 1998 – Universidade de Santiago de Compostela (Espanha).
  • 🏆 Prêmio Cidadania 2000/2001 – Plano Editorial (SP).
  • 🏆 Finalista Voluntários da Gerais 2002 – FIEMG / Federaminas.
  • 🏆 Melhores do Ano 2006 – Jornal Folha do Estado.
  • 🏆 Valores Femininos de Minas Gerais 2007 – Jornal Hoje em Dia.
  • 🏆 Comenda Paul Harris 2012 – Rotary Internacional.
  • 🏆 Prêmio Sustentabilidade 2013 – Cielo/Ingenico.
  • 🏆 Prêmio Internacional Jabil 2019 – Flórida (EUA).
  • 🏆 Troféu Lidere 2023 – Destaque em capacitação de mulheres para o mercado de trabalho.

Assim, o Projeto Gente Grande reafirma sua missão: usar a música como ponte para a dignidade, a cidadania e a transformação social.

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