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Atualizações na NR 17 – Ergonomia física, organizacional e cognitiva

Nova NR17
24 de June de 2022

Você, enquanto funcionário, como se sente durante o desempenho de suas funções? Alguns podem sentir dores no corpo, outros estresse, talvez alguns pensem que seu tempo de trabalho excede o aceitável. São essas condições de saúde, dentro e fora do ambiente de trabalho, que foram regulamentadas pela NR 17 e que pode ser dividida em três áreas: ergonomia física, cognitiva e organizacional.

Essa Norma Regulamentadora não é algo recente. A primeira publicação aconteceu em 1978 e foi atualizada em 1990, duas vezes em 2007, em 2018 e agora em 2021, buscando garantir a saúde integral do trabalhador.

NR17 - Linha do tempo
Imagem: Instagram / @alcionealvesst

A ergonomia é o estudo de mecanismos que ofereçam melhores condições de trabalho para o funcionário, aumentando o conforto, a saúde e a segurança do trabalhador e, consequentemente, prevenindo acidentes, trazendo mais produtividade, valorização do profissional, redução do absenteísmo e melhora dos custos em saúde.

  • Ergonomia física: avalia a fisiologia, biomecânica, antropometria e anatomia humana na realização de atividades físicas, como posturas, movimentos repetitivos, levantamentos de cargas, trabalhos realizados em pé durante toda a jornada.

Nesta área será analisada, por exemplo, se a cadeira utilizada pelo colaborador favorece sua postura correta, se o movimento usado para manusear equipamentos e objetos está sendo de alguma forma prejudicial.

  • Ergonomia organizacional: analisa o clima organizacional e cultural da empresa, bem como os processos e políticas, considerando as pessoas como parte inerente do sistema. Nesse sentido, será observado, por exemplo, a monotonia, o trabalho em grupo, a carga horária, a qualidade da gestão, os projetos participativos e a comunicação.

O cuidado com a saúde do colaborador pode acontecer através de feedbacks de equipe, programas que estimulem a interação entre setores e revisão de carga de trabalho, por exemplo.

  • Ergonomia cognitiva: tem foco nas capacidades de raciocínio e memória necessários para o desempenho de suas funções, bem como sua influência na interação com outros fatores, como na tomada de decisão, na relação de confiabilidade, no estresse profissional e no excesso de carga mental.

Algumas sugestões de aplicações de correção para a ergonomia cognitiva incluem treinamentos e desenvolvimento do funcionário. 

Na atualização feita na NR 17, o objetivo é estabelecer as diretrizes e os requisitos que permitam a adaptação das condições laborais às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho. Esses aspectos incluem:

  • Aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais
  • Mobiliário dos postos de trabalho
  • Trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais
  • Condições de conforto no ambiente de trabalho
  • Manipulação de mercadorias
  • Organização do trabalho
  • Aspectos psicossociais do trabalho
  • Treinamento e capacitação dos trabalhadores

A nova NR 17 institui, como requisito obrigatório, a Avaliação Ergonômica Preliminar – AEP, visando a adoção de medidas de prevenção e adaptações nas condições de trabalho. 

A Avaliação Ergonômica Preliminar – AEP identifica os pontos críticos que precisam de correção, baseados em dados técnicos, sustentados por uma metodologia escolhida pela empresa, que pode ser realizada por meio de abordagens qualitativas, semiquantitativas, quantitativas ou combinação dessas, dependendo do risco e dos requisitos legais, a fim de identificar os perigos e produzir informações para o planejamento das medidas de prevenção necessárias.

Análise ergonômica do trabalho e Avaliação Ergonômica preliminar
Imagem: Instagram / @alcionealvesst

Essa análise era feita através da Análise Ergonômica de Trabalho – AET, que é um estudo mais profundo, hoje exigida apenas em casos específicos e/ou complexos, emitida por um profissional especializado que pode trabalhar em conjunto com um comitê formado pela empresa.

É preciso realizar uma Análise Ergonômica de Trabalho – AET para entender as reais condições do trabalhador para minimizar ou eliminar riscos, nas seguintes situações:

  • Observada a necessidade de uma avaliação mais aprofundada da situação
  • Identificadas inadequações ou insuficiência de ações adotadas
  • Sugerida pelo acompanhamento de saúde dos trabalhadores
  • Indicada causa relacionada às condições de trabalho na análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, nos termos do Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR

Para fazer esse estudo obrigatório e preliminar, capaz de identificar os fatores de riscos e problemas pontuais ergonômicos, diminuir custos da área de SST, priorizar medidas de ação, bem como ser capaz de classificar os riscos, é preciso ter um processo de inspeção e controle muito bem estruturado e colaborativo, com planos de ação que envolvam os responsáveis. A plataforma do SICLOPE, desenvolvida pela ERPLAN, permite fazer esse gerenciamento inteligente e dar suporte metodológico para a construção da AET, agregando muito benefícios para a empresa, como aumento da produtividade, clima organizacional favorável, redução de atrasos, faltas, pedidos de demissão, acidentes e doenças laborais, bem como a significativa diminuição de gastos.