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Como medir produtividade em Segurança do Trabalho

ilustração de produtividade
04 de May de 2022

Assim como em outras áreas da empresa, monitorar os indicadores de segurança do trabalho é essencial para entender se a área está com uma performance adequada e melhorando no decorrer do tempo.

Para isso, os KPI´s (em inglês, Key Performance Indicator), que são esses indicadores de performance, devem ser acompanhados a fim de avaliar e aumentar o desempenho da área. Ele é um dado mensurável que indicará quão eficaz é a abordagem estratégica da empresa, que para a área de Segurança do Trabalho é ainda mais sensível, uma vez que é possível evitar doenças e acidentes.

infográfico de KPI

Quais são os KPI´s de Segurança do Trabalho

O engenheiro ou técnico em segurança do trabalho deverá selecionar quais são os indicadores apropriados para sua empresa. Os KPI´s devem ser cuidadosamente escolhidos de forma a apoiar a adoção de medidas que protejam os colaboradores e o negócio.

Os indicadores mais comuns adotados pela área de Segurança do Trabalho são:

  • Número de doenças ocupacionais devido à atividade laboral
  • Total de acidentes de trabalho relatados
  • Dias sem acidentes
  • Taxa de gravidade 
  • Taxa de frequência 
  • Horas trabalhadas por acidentes com ou sem afastamento
  • Nível de produtividade da equipe
  • Quantidade de EPIs contados por mês/ano em função da utilização pelos funcionários
  • Número de inspeções
  • Quantidade de encontros feitos pela CIPA
  • Avarias de equipamentos
  • Tempo médio para resolução de riscos e problemas
  • Número de treinamentos sobre segurança de trabalho
  • Nível de produtividade pós-acidente

Tantos outros indicadores podem ser implementados na estratégia, como as partes do corpo mais afetadas pelos acidentes de trabalho de um determinado setor, o tempo de casa ou carga horária dos funcionários mais acidentados, o período em que a maioria dos eventos adversos ocorre, quantos afastamentos ultrapassaram 14 dias, entre outros.

Neste último caso, vale entender que, uma vez que um funcionário completa seu 15º dia afastado pelo INSS, esse número passa a ser contabilizado no registro de acidentalidade da empresa e por apenas um único evento e/ou um dia a mais afastado do trabalho, a empresa pode ter um prejuízo financeiro de milhares de reais.

Como monitorar os KPI’s de Segurança do Trabalho

Fazer a coleta de dados e ter o controle de tantos indicadores pode ser um grande desafio para muitas empresas, mas pode também ser simples e eficiente para aquelas que utilizam o SICLOPE.

Todo o monitoramento e controle da área de Segurança do Trabalho acontece dentro do sistema e sua ação pode ser exemplificada da seguinte forma:

  • Técnico recebe notificação para fazer inspeção ou acidente de trabalho é relatado
  • Inspeção identifica não conformidade ou problema no processo
  • Responsáveis são automaticamente informados
  • Plano de ação de correção é sugerido e enviado para aprovação
  • Mudança no processo é implementada

Quando um acidente de trabalho é relatado, o sistema pede o preenchimento de várias informações que vão alimentar os indicadores de performance. Os colaboradores previamente determinados terão acesso a painéis que podem ser customizados com diferentes visualizações, como área, colaborador, tipo de acidente, entre tantos outros determinados de acordo com a empresa.

Essas notificações enviadas pelo sistema possuem prazo para conclusão. Como várias pessoas estão sendo notificadas e envolvidas no processo, todos se tornam corresponsáveis pelo monitoramento, controle e correção.

O SICLOPE – Sistema Integrado de Controle de Operações – é uma plataforma digital desenvolvida dentro do modelo de SGI (Sistema de Gestão Integrada) para gerir especificamente processos das áreas de Saúde e Segurança do Trabalho, Meio Ambiente e Qualidade. A solução é formada por um conjunto de aplicações que vão desde software até aplicativos com objetivos específicos voltados às áreas de SSMAQ.

Diferentemente da maioria das soluções encontradas no mercado – que foram adaptadas de outros setores, o SICLOPE foi pensado e criado do zero por profissionais que viveram os desafios das áreas de SSMAQ por décadas.

O SICLOPE não nasce pronto, ele vai se fazendo a cada dia junto aos nossos clientes.

Com o SICLOPE, reduzimos o tempo quantitativo e aumentamos o tempo qualitativo dos envolvidos.”

Edmar Rezende / CEO

Com o SICLOPE é possível criar uma cultura que integra pessoas, processos e estratégias em busca de oportunidades de melhoria, aumento de produtividade e gerenciamento de riscos.

A gestão da mudança

Mais do que ter esses indicadores de performance em ação, a informação desses dados deve estar disponível para que os responsáveis façam os ajustes necessários nos processos de trabalho. 

Esses indicadores podem ser proativos, que apontam oportunidades de mudança ou confirmação de que as medidas estão dentro do esperado, como o número de treinamentos aplicados; ou podem ser indicadores reativos, que são aqueles que alertam para as falhas no processo e que pedem mudanças urgentes, como o número de acidentes de trabalho.

Muitas análises de acidentes se equivocam na identificação de suas causas: algo quebrou ou não funcionou bem, conserta-se, quem estava próximo ou envolvido com tal falha técnica é substituído. Esta conclusão faz acreditar que a causa-raiz foi resolvida e perde-se a oportunidade de trazer mudanças no processo.

A gestão da mudança começa com a consciência da necessidade, que pode surgir da leitura desses KPI’s. A partir daí vem o desejo de trazer a mudança e o conhecimento de como fazê-la. Essas três etapas dependem de engajamento e precisam que haja responsabilidade compartilhada para alcançar a próxima fase, que é a implementação e acompanhamento da mudança, formando então um ciclo de gestão.

Defina as metas para a área de Segurança do Trabalho, acompanhe os indicadores de performance e corrija os processos antes que eles causem prejuízos para colaboradores e para a empresa.

As empresas que conseguem completar a transformação digital tendem a se diferenciar completamente de suas concorrentes, o que se torna uma enorme vantagem competitiva“, diz Harry Robinson, sócio sênior da McKinsey e líder global da prática de transformações.