Português Inglês Espanhol
Notícias SSMAQ

Panorama dos Acidentes de Trabalho no Brasil

Photo by Hiroshi Kimura on Unsplash
Panorama dos Acidentes de Trabalho no Brasil
Tuesday December 15th, 2020

Segundo os dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho, os acidentes de trabalho no Brasil seguem com números alarmantes. Em 2018, foram registrados 576.951 acidentes de trabalho e esse número pode – e deve – ser muito maior. Acontece que acidente de trabalho só é considerado assim quando a pessoa é segurada pelo Regime Geral da Previdência Social, ou seja, somente no caso de empregados com carteira assinada. Um estudo realizado pela Fundacentro estima que, considerando os trabalhadores informais e autônomos, este número possa chegar a 4 milhões por ano.

Mesmo nos casos de empregados com carteira assinada, a subnotificação ainda assim é um problema. Cerca de 18% dos acidentes registrados não tiveram a Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT feita. Nestes casos, a informação é obtida via sistema de saúde, prejudicando a apuração de detalhes da ocorrência. Esse panorama, entretanto, vem mudando com o passar dos anos. Em 2012, o percentual de acidentes registrados sem a CAT era de 23% contra os 18% divulgados no último Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho.

Nestes dados, publicados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, vinculada ao Ministério da Economia, é possível inferir também outras informações. Dois em cada três acidentes de trabalho são relativos a traumatismos, sendo traumatismos de punho e da mão (S60-S69), disparados os acidentes mais comuns, correspondendo a quase 23% dos registrados.

Atualmente, em uma lista com 200 países, o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking de países com mais mortes durante o trabalho, atrás somente dos Estados Unidos, Tailândia e China. Se considerar os acidentes de trabalho, ocupamos o quinto lugar, atrás da Colômbia, França, Alemanha e Estados Unidos.

O custo

Existem dois tipos de custos para as empresas, os custos segurados e os não segurados. O primeiro é mais visível: é o quanto as empresas gastam com pagamento de RAT – Risco Ambiental do Trabalho (substituto do antigo SAT – Seguro de Acidentes de Trabalho). Os custos não segurados são custos derivados, por exemplo, as despesas com primeiros socorros, o tempo perdido com acidentes e doenças, o retreinamento de mão-de obra, entre muitos outros.

O método de cálculo apresentado é realizado através da estimativa da relação dos custos segurados e os não segurados. Estima-se que essa relação seja para cada um real gasto no custo segurado outros 4 são gastos em custos de não segurados. Considerando os dados de 2009, por exemplo, em que foram gastos R$8,2 bilhões com o pagamento do seguro de acidentes do trabalho (custo segurado), estima-se que o custo total com acidentes e doenças do trabalho, na verdade, foi de R$32,8 bilhões.

Além do custo para as empresas, existe também o impacto na Previdência Social. Em 2018, o total gasto, incluindo auxílios e benefícios, foi de aproximadamente R$12 bilhões. Apenas cerca de 17% dos acidentados não necessitam de afastamento e podem seguir trabalhando normalmente, sem recebimento de qualquer auxílio.

Benefícios da Prevenção

Investir em Segurança do Trabalho é um caminho para aumentar a qualidade de vida dos colaboradores e demais envolvidos, ter controle dos processos internos, reduzir despesas, garantindo maiores chances de ser competitivo na área de atuação. E para ser competitivo não se pode admitir desperdícios – em especial, de vidas humanas.

A percepção dos benefícios da prevenção depende de utilizar-se do processo educativo associado à lógica econômica, fazendo o paralelo entre o investimento em Segurança do Trabalho e as despesas não realizadas com acidentes de trabalho, caso a referida prevenção não fosse efetuada. Esse processo educativo é mais eficaz do que a lógica punitivista.

O propósito da ERPLAN é o de criar tecnologia em prol da preservação da vida, atuando na prevenção dos riscos, otimização de processos e aumento da qualidade da gestão do tempo. Para isso, desenvolvemos uma plataforma digital que gerencia processos da área de Saúde e Segurança do Trabalho, Meio Ambiente e Qualidade, o SICLOPE.

Fontes: Dados estatísticos – Saúde e segurança do trabalhador e Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana