Novas tecnologias e suas aplicações no monitoramento ambiental

Novas tecnologias e suas aplicações no Monitoramento Ambiental

A Era Digital deixou de ser ficção científica que se via somente nos filmes e passou a fazer parte inexcluível do dia a dia da sociedade e das corporações. Muito além do uso de computadores e sistematização dos processos, a transformação digital é a evolução da visão de negócios e tem auxiliado até mesmo o monitoramento ambiental.

As soluções digitais vêm causando impactos irremediáveis em diversos setores do mercado e integrando inteligência por meio da transversalidade das áreas. Mas, apesar das vantagens, menos de 40% das organizações no Brasil investem em tecnologia segundo o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Álvaro Prata.

Entre as companhias brasileiras de destaque mundial na vanguarda do investimento tecnológico, temos quatro representantes de peso: Petrobras, Vale, Embraer e Totvs. No entanto, uma área em especial que se beneficia muitíssimo das aplicações tecnológicas – como Internet das Coisas (Iot) e robótica avançada -: o meio ambiente.

Tendo em vista a crescente necessidade por processos que auxiliem no desenvolvimento sustentável, proteção ambiental e até mesmo reflorestamento, muitos cientistas e entidades enxergam a Era Digital como um momento de perspectivas positivas para o monitoramento ambiental. Nesse sentido, os drones (ou VANTs – veículos aéreos não tripulados) são grandes aliados. Entenda.

Uso de drones para monitoramento ambiental

Os drones têm ganhado muito destaque atualmente. Um dos usos mais conhecidos para eles é o delivery, mas isso ainda é muito incipiente se pensarmos nas possibilidades que o equipamento pode absorver.

Apesar do recente boom no assunto, os VANTs já são conhecidos há anos pelos militares. Atualmente, sua utilidade tem surpreendido também a cientistas e organizações, pois podem ser ferramentas extremamente eficazes para estudos ecológicos e planejamento de conservação ambiental.

Um exemplo de utilização de tecnologia em prol do Meio Ambiente é a iniciativa da engenheira da NASA, Lauren Fletcher, que, junto à sua equipe, está reflorestando o mundo todo com a ajuda de drones. A meta de Fletcher é plantar 36.000 sementes por dia em áreas de difícil acesso, onde os métodos tradicionais não podem ser aplicados. Para isso, sua empresa BioCarbon Engineering desenvolveu um sistema de análise 3D que produz um mapa da região analisada por um VANT em tempo real. O sistema também pilota remotamente um exército de drones carregados de sementes. A meta da BioCarbon Engineering é ambiciosa, tencionando plantar um milhão de árvores por ano.

Outra iniciativa é a da Universidade Politécnica de Madrid (UPM), que projetou um sistema para detectar automaticamente incêndios florestais com um drone de vigilância. O sistema é baseado numa série de algoritmos que permitem identificar chamas e fogo produzidos por incêndios florestais, bem como a área afetada e a direção do vento.

Ecodrones no Brasil

No Brasil, o aplicação do equipamento para preservação ambiental ainda é debatida. De acordo com o analista de conservação da WWF-Brasil, Marcelo Oliveira, os drones não estão sendo usados no país devido à regras de importação que elevam muito o valor do produto e o Estado ainda não dá prioridade a esta tecnologia.

No entanto, a Embrapa trabalha há anos com os VANTs na agricultura de precisão e tem obtido bons resultados. Pensando nisso, neste ano o WWF, a Universidade Federal de Goiás e o Instituto Chico Mendes de Conservação Ambiental (ICMBio) realizaram um workshop para discutir o assunto. De acordo com Leonardo Vianna Mohr, Coordenador Geral de Proteção do ICMBio, o encontro foi positivo e promissor:

“Diversas instituições estiveram conosco para mostrar como vêm trabalhando com o uso de VANTs – caso do DNPM, Embrapa e Instituto Araguaia – ou como pretendem inseri-los como ferramenta de monitoramento em sua missão institucional. É fundamental que os órgãos públicos trabalhem em parceria para aproveitar o conhecimento já adquirido e proponham conjuntamente uma regulação do uso dos VANTs perante a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), específica para órgãos do Estado brasileiro.”

Marcelo Oliveira pontua, ainda, a fim de exemplificar a eficácia dos drones, que o Parque Nacional do Pau Brasil conta com um VANT– o Nauru:

“Para a operacionalização, precisa-se de um técnico qualificado, mas o futuro caminha para a automatização – em que o equipamento faz o trajeto programado sem que necessite um técnico manuseando-o.”

Pretende-se com os ecodrones prevenir e combater incêndios florestais, mapear cadeias produtivas da sociobiodiversidade e monitorar a fauna. A perspectiva é que em breve a ANAC regulamente seu uso e, para isso, o grupo já tem planos de como atuar.

A ERPLAN apoia a aplicação de novas tecnologias, principalmente no que diz respeito ao uso sustentável e com a finalidade de preservação ambiental. Por isso criamos Monitoramento Ambiental que permite análise contínua das de todas as fases das condicionantes relacionadas a licenças ambientais com um painel de acompanhamento em tempo real dos processos. Oferecemos também o módulo de Licenças e Condicionantes que realiza controle e gestão de licenças proporcionando assertividade e agilidade na evolução da demanda.