Prevenção de acidentes no trabalho melhora competitividade de empresas e traz mais segurança para obras particulares

Foto: Oliver Hale / Unsplash
Prevenção de acidentes melhora competitividade das empresas

Como diz aquele ditado popular, prevenir é melhor que remediar, e quando falamos de Saúde e Segurança do Trabalho esse sábio provérbio também se torna uma regulamentação nas leis. Se descumpridas, despesas com multas e afastamentos por acidentes podem ser muito altas. Todos os anos o Brasil contabiliza, em média, 700 mil acidentes de trabalho. “Não é segredo que, exatamente por isso, a prevenção de acidentes aumenta a competitividade das indústrias e também oferece mais segurança para obras informais”, diz Edmar Rezende, CEO da ERPLAN.

Com mais de 23 anos de atuação como Engenheiro e Técnico de Segurança do Trabalho‎, nosso presidente executivo alerta que para conseguir fechar as contas sem maiores dores de cabeça por negligenciar alguma norma, é fundamental que pessoas físicas e jurídicas invistam em ações nessa área. “Empregadores particulares também acabam arcando com diversos tipos de indenizações em formatos de pensão mensal e vitalícia para trabalhadores que não estava utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) necessários antes de sofrer um acidente”, alerta. Rezende conta ainda que a importância das figuras do engenheiro e do técnico de Segurança já está estabelecida na indústria, mas que esta precisa ser capaz de conectar e envolver com qualidade toda a gestão da organização, do operador ao presidente da empresa, garantindo informação disponível e conhecimento do problema para a efetiva tomada de decisão.

Auxílio das novas tecnologias

Em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Ministério Público do Trabalho (MPT) desenvolveu uma plataforma que compila dados sobre Segurança do Trabalho no Brasil liberando acesso a informações relacionadas aos Comunicados de Acidente de Trabalho (CATs) e diferentes ocorrências de afastamentos pelo INSS. Leia mais clicando aqui. “Raramente damos a devida atenção para prevenção de acidentes e os números do compilado de 2018 são assustadores. Bons resultados só são possíveis atualmente quando conectamos pessoas a processos, compartilhando as responsabilidades e garantindo que as informações sobre possíveis problemas estejam disponíveis a todos os envolvidos”, reforça Edmar.

Sabemos que hoje também ainda é investido muito tempo e esforço das equipes técnicas de cada empresa em atividades de levantamento quantitativo de dados, compilação e preparação dessas informações para tomar decisões baseadas em um diagnóstico preciso. Dessa forma, poder monitorar esses processos online se mostra essencial para traçar novas estratégias para o seu negócio e otimizar ações de checagem, planejamento e ações necessárias em tempo real. Seguindo esse conceito, o software SICLOPE atua para reduzir essa carga burocrática, proporcionando o envolvimento de diferentes áreas de uma organização e disponibilizando conhecimento a todos os profissionais necessários, independente do seu cargo, sem que tudo tenha de ser preparado apenas pela equipe de Segurança do Trabalho. Saiba mais sobre todas as funcionalidades desta ferramenta de Sistema de Gestão Integrada (SGI) clicando aqui.

Fique de olho!

Dentro das relações trabalhistas em nosso país, os assuntos relacionados à Saúde e Segurança do Trabalho são regidos pelas Normas Regulamentadoras (NRs), publicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Atualmente, há 36 normas que determinam os procedimentos obrigatórios das empresas em relação à saúde e à segurança dos funcionários. Há uma rotina de fiscalização que faz parte do calendário do MTE e está detalhada na NR-28. Quem não atende essas normas está sujeito a multas e penalidades, inclusive a interdição das operações. As NRs contemplam desde pontos básicos como sinalização, uso de equipamentos de proteção individual, mapa de risco e até pontos específicos a cada tipo de atividade.

Empresas menores não são obrigadas por lei a constituir uma comissão de serviços especializados nessas duas áreas em específico, mas vale lembrar que a regulamentação dos Serviços de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), definidos pela NR-4, estão relacionadas ao número de empregados e ao grau de risco de seu ramo. No caso da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), esse dimensionamento para promoção da Saúde dos colaboradores, como ergonomia e gestão de riscos, também é feito com base na quantidade de funcionários e na atividade da empresa. Empresas e pessoas físicas que ainda não sabe por onde começar para se adaptar às NRs vigente podem procurar serviços de consultoria de engenheiros e técnicos especializados para a implantação dos Programas Obrigatórios para Segurança e Saúde do Trabalho (SST). Se ainda restou alguma dúvida, comentamos aqui sobre outras vantagens que os profissionais dessa área oferecem.