Indústria 4.0: quando a internet toma conta da fábrica

Indústria 4.0: quando a internet toma conta da fábrica

As revoluções industriais levaram o homem do campo às cidades, transformaram as possibilidades de consumo e geração de energia e otimizaram os meios de transporte. Mais recentemente, a internet encurtou ainda mais as distâncias e mudou completamente a produção, tráfego, consumo e compilação de informações. Agora, a Indústria 4.0 promete elevar a revolução industrial a outro patamar.

Se no início da década o termo ainda causava estranheza, a Indústria 4.0 hoje é parte da realidade – sobretudo em países como os Estados Unidos e Alemanha. Cunhada ainda em 2011, durante a Feira de Hannover, com forte apoio do governo alemão em associação a empresas de tecnologia e universidades, a iniciativa tem como objetivo mudar a maneira como fábricas funcionam no século XXI. Mas como isso seria possível?

É neste ponto da história que a internet se torna protagonista novamente. Se no passado a internet aproximou as pessoas, a rede mundial de computadores terá papel fundamental nesta nova revolução industrial ao processar e disponibilizar informações em tempo real. A partir da descentralização dos processos produtivos e da proliferação de dispositivos inteligentes que se interconectam através da internet, toda a cadeia de produção e logística será modernizada.

Entretanto, para tornar a Indústria 4.0 uma realidade, será preciso adotar um conjunto de emergentes tecnologias de informação e automação industrial gradualmente. Criando um modelo físico-cibernético de gestão, os processos produtivos tendem a se tornar mais flexíveis e autoajustáveis às demandas por produtos cada vez mais customizados. Tudo isso a partir da digitalização de informações e comunicação direta entre sistemas, máquinas, produtos e pessoas, a partir da Internet da Coisas (Internet of Things).

Nesse processo de revolução, o ponto central é a consolidação de um conjunto de padrões técnicos de comunicação e segurança. Com ele, serão eliminadas as barreiras provenientes de diferentes sistemas e dispositivos de gestão e, assim, a informação circulará livremente.

Apesar de parte do aparato tecnológico necessário para a Indústria 4.0 já estar disponível, é fundamental relembrar que a transição de um modelo ao outro será gradual. A velocidade do processo vai depender de fatores estratégicos nacionais e da capacitação tecnológica de cada país.

Confira algumas tecnologias que prometem auxiliar na consolidação da Indústria 4.0:

  • Inteligência Artificial e análise de dados: A partir da análise de dados, será possível que as linhas de produção trabalhem com customização em massa – como produzir uma peça de carro feita sob medida para específicos.
  • Sensores associados à Internet das Coisas: Cada vez menores, sensores já são capazes de enviar informações precisas em tempo real. Atualmente, esse tipo de equipamento é utilizado para monitorar estoques, tanto para controlar o armazenamento de produtos quanto para monitorar as condições de temperatura e umidade do ambiente.
  • Conhecimento perfeito: A partir da coleta de informações por sensores, transmissão via satélite e processamento do conteúdo coletado por supercomputadores, é possível saber o que se quer, a qualquer hora e a partir de qualquer lugar.  Tudo isso na palma da mão, no visor de um smartphone.

No processo de transição para a Indústria 4.0, a cultura de comprometimento e envolvimento tem alto valor. Afinal, é inviável fazer uma boa gestão sem ferramentas adequadas, mas a disponibilidade de tecnologia de informação sozinha não resulta em milagres de gestão.

A ERPLAN acredita exatamente nisso: pessoas conectadas, engajadas e munidas das melhores ferramentas que a tecnologia pode oferecer para alcançar os melhores resultados. Vamos juntos em direção à Indústria 4.0?